NZN Intelligence

Como o consumo dos brasileiros mudou em função da covid-19

Confira um levantamento exclusivo e entenda a transformação que esse cenário trouxe para diversos setores da economia

É fato que o comportamento e o hábito dos brasileiros sofreram grandes alterações desde a chegada da covid-19.

A mudança de cenário abriu espaço para que os consumidores aceitassem novos formatos de compra e aderissem às tendências do mercado. As marcas também tiveram que se enquadrar nessa nova onda de consumo e ainda terão que replanejar suas estratégias para uma realidade totalmente transformada pós-pandemia. Confira um levantamento completo e exclusivo com mais de 11,5 mil usuários da rede NZN sobre 11 setores afetados pela pandemia.

  • GAMES

    A indústria de games foi uma das que mais se beneficiaram durante a pandemia. Com o aumento da permanência em casa, 72% dos entrevistados têm gastado mais tempo em jogos desde o início do isolamento; destes, 81% estão investindo de 2 a 4 horas a mais nas jogatinas.

    Entre o público gamer, 48% afirmaram que o consumo de conteúdos relacionados a jogos também aumentou, influenciando diretamente os gastos pessoais relacionados a esse “universo”. De acordo com os entrevistados, 45% estão gastando até R$ 50 a mais por mês durante a quarentena.

    PÚBLICO GAMER NO BRASIL

    85% MASCULINO
    10.79% FEMININO
    Perfil
    • de 18 a 24 anos
      49.97%
    • de 25 a 34 anos
      26.61%
    • - 18 anos
      18.86%
    • +35 anos
      13.56%
    59.5 %

    do público gamer acreditam que o YouTube é a melhor fonte de informações sobre jogos

    54 %

    afirmam que o PC é a melhor plataforma para jogar e 45% dizem que a performance superior é o fator decisivo para a escolherem

  • AUTOMÓVEIS

    O ramo de automóveis sofreu com a chegada do novo coronavírus. De acordo com o levantamento, 36,31% das pessoas que pretendiam comprar um veículo no primeiro semestre de 2020 não devem fazê-lo mesmo com o fim da pandemia; destes, 20% acreditam que não é o momento ideal para investir.

    Entre os 63,69% que ainda pretendem adquirir um veículo ao fim da pandemia, 65% devem reavaliar a escolha e optar por modelos ou preços inferiores aos que estavam considerando no começo do ano.

    Preocupação dos mais velhos com o futuro

    Dos respondentes entre 25 e 34 anos de idade que ainda devem comprar um veículo após a pandemia, 62% vão considerar modelos mais em conta. Quando são ouvidos aqueles entre 45 e 54 anos, a porcentagem sobe para 87%, indicando um perfil mais conservador na hora da compra.

    43%

    das pessoas que tinham a intenção de comprar um veículo, mas não o fizeram em função da pandemia, pretendem adquiri-lo de 3 a 6 meses após o fim do isolamento

    Entre aqueles que pretendiam comprar um veículo e não compraram em função da pandemia, 52,38% queriam um seminovo, enquanto 47,62% buscavam modelos novos

    24.32%

    das pessoas que não vão considerar veículos mais baratos após o fim da pandemia têm renda entre R$ 9.370 e R$ 18.740

    24.32%

    das pessoas que vão considerar modelos mais baratos após o fim da pandemia têm renda entre R$ 1.874 e R$ 3.748

  • BENS DE CONSUMO

    A venda de bens de consumo também foi impulsionada pela pandemia. De acordo com o levantamento do NZN Intelligence, 52% das pessoas que compraram algum eletrodoméstico, eletroeletrônico ou móvel durante a quarentena foram motivadas pelo tempo a mais que estão passando em casa; destas, 79,7% realizaram a compra pela internet.

    Como vantagem do e-commerce, o “melhor preço” foi indicado como critério decisivo por 74% dos clientes. Já entre aqueles que visitaram uma loja física, 66% afirmaram que “poder ver o produto antes de comprar” foi o principal fator para que não optassem pela compra online.

    33%

    das pessoas que fizeram compras online têm entre 18 e 24 anos de idade

    30%

    dos entrevistados deixaram de comprar algum bem de consumo por conta da pandemia

    80%

    ainda pretendem comprar o que queriam após a pandemia

    20%

    das pessoas que pretendiam comprar alguma coisa e deixaram de fazê-lo devido à pandemia não devem gastar mesmo após o fim da quarentena

  • EDUCAÇÃO

    Impulsionados pela necessidade de aprimoramento profissional, 55% dos entrevistados afirmaram que iniciaram ou se inscreveram em algum curso durante a pandemia; destes, 94% fizeram ou devem fazer os cursos online.

    Um dado interessante é que 82% daqueles que nunca haviam feito um curso online pretendem continuar a prática mesmo após a pandemia. Segundo eles, a possibilidade de assistir às aulas a qualquer momento é o principal motivo para escolherem a modalidade.

    Entre os que se inscreveram em um curso presencial, 31% afirmaram que a falta de confiança nos cursos online foi o critério decisivo na hora do investimento.

    Outras prioridades

    Para quem que não iniciou um curso durante a pandemia, “não estar entre as prioridades” (33,84%) e “não ter condições de fazer o curso que desejava” (23,38%) foram os principais motivos.

    33%

    dos entrevistados que não fizeram qualquer tipo de curso ainda pretendem estudar online ainda durante a pandemia

    44%

    daqueles que querem continuar fazendo cursos online depois da pandemia têm renda de até R$ 1.874

    37%

    dos respondentes consideram a duração, as oportunidades do mercado de trabalho e a expansão do conhecimento para outras áreas no momento da escolha do curso

    A maioria das pessoas que se inscreveram em um curso presencial durante a pandemia tem entre 25 e 34 anos; já a maioria dos que se inscreveram em um curso online tem entre 18 e 24 anos

  • TURISMO

    Um dos setores que mais sofreram com a pandemia foi o turismo. De acordo com o levantamento do NZN Intelligence, 83,56% das pessoas que tinham alguma viagem marcada tiveram que cancelar ou remarcar devido ao coronavírus; destas, 32% devem mudar o destino por conta da pandemia.

    Entre os critérios para a escolha do novo passeio, 21% devem buscar opções com melhor custo-benefício, enquanto 19% vão trocar por locais mais próximos e 17% por cidades com poucos casos de contaminação.

    Preocupação com a saúde

    Quando questionados sobre os planos após o fim da pandemia, 50% afirmaram que não pretendem viajar tão cedo. Afetados pela crise, 25% daqueles que não têm planos de viajar apontaram a instabilidade financeira como principal fator, enquanto 38% têm outras prioridades no momento.

    18%

    das pessoas que não pretendem viajar após o fim da quarentena não se sentem seguras para sair de casa mesmo com a diminuição dos casos de covid-19

    54%

    das pessoas que precisaram cancelar uma viagem por conta da pandemia têm renda de até R$ 3.748

    30%

    das pessoas que vão mudar o destino da viagem que haviam planejado antes da pandemia têm entre 25 e 34 anos

  • QUERO UM LEVANTAMENTO PERSONALIZADO
  • ALIMENTAÇÃO

    Grande parte da população teve sua rotina alterada em função da pandemia, e tal mudança afetou diretamente o consumo alimentar e outros hábitos. De acordo com o levantamento do NZN Intelligence, 56% das pessoas tiveram a alimentação afetada; destas, 66% começaram a utilizar aplicativos de delivery com maior frequência. Um ponto interessante é que 56% dos entrevistados já optavam por apps para comprar alimentos, contra apenas 12% que usaram o serviço pela primeira vez.

    O aplicativo favorito entre os entrevistados foi o iFood, com 41% dos votos, seguido por Uber Eats (16%) e delivery dos próprios restaurantes (8%).

    O que mudou

    Impulsionadas pelo tempo a mais que estão passando em casa, 24% das pessoas afirmaram que estão gastando mais com alimentação; destas, 18% estão comprando mais fast-food. Outro dado importante é que 13% dos entrevistados estão tentando manter refeições mais saudáveis e 13% estão cozinhando mais em casa do que no período pré-pandemia.

    Comprar alimentos por aplicativos ou pela internet já era comum para 49% daqueles que não tiveram o hábito alimentar impactado pela pandemia; destes, 55% têm entre 18 e 34 anos.

    62%

    das pessoas com mais de 65 anos de idade não tiveram qualquer mudança no hábito alimentar

    91%

    das pessoas que não estão utilizando aplicativos de delivery com maior frequência já tinham uma rotina de compra por apps

  • FINANCEIRO

    O hábito de utilização e prestação de serviços financeiros também foi afetado durante a pandemia. Para 59% dos entrevistados, a utilização de aplicativos financeiros aumentou após o início do isolamento social.

    Quando filtramos pelas pessoas que começaram algum tipo de investimento no período, esse número sobe para 80%; destas, 34% afirmaram que o cenário favorável foi o principal fator para a decisão, enquanto 30% apontaram o consumo de conteúdo relacionado a investimentos como principal motivo.

    Principais tipos de investimento

    Entre os investidores, 44% apostaram na Bolsa de Valores; 30%, em CDI ou CDB; e 22%, no tesouro direto. Quando filtramos por pessoas com mais de 45 anos de idade, a opção mais escolhida é a poupança, com 27% da preferência.

    Entre os que não investiram, mas pretendem fazê-lo após pandemia, 37% devem aplicar na Bolsa de Valores e 33%, em CDI ou CDB

  • ENTRETENIMENTO

    Quanto mais tempo as pessoas ficam em casa, mais elas buscam uma maneira de se entreter. Segundo o levantamento do NZN Intelligence, o tempo em casa foi o principal motivo para 30% das pessoas assinarem algum serviço de TV a cabo, jornal online, revistas ou games (Xbox Game Pass, PSN Plus e similares).

    Entre aqueles não contrataram serviços, 25% apontaram o valor como o principal impeditivo.

    Streaming em alta

    O Amazon Prime Video foi a plataforma que liderou o ranking de contratação de serviços de streaming durante a pandemia, com 30% da preferência do público, seguido da Netflix, com 28%.

    Entre as pessoas que não contrataram um serviço de streaming, 54% afirmaram que já são clientes de alguma das opções.

  • MODA

    Com shoppings e lojas fechados, 54% das pessoas que pretendiam comprar alguma peça de vestuário e não o fizeram definiram a pandemia como principal motivo. Destas, 66% ainda devem comprar quando a cenário atual se normalizar: 42% em lojas físicas e 23% em e-commerce.

    Mesmo com a opção de compra online, 73% das pessoas afirmaram que preferem a loja física, por poderem provar a peça antes de levar para casa. Entre aqueles que, mesmo após a pandemia, optaram pela loja digital, 40% atribuíram a escolha a preferência, enquanto 26% não se sentem seguros para sair de casa.

    O que realmente importa?

    O perfil de compra daqueles que preferem o digital a lojas físicas independentemente da pandemia tem algumas diferenças. O principal fator de escolha online é o preço, enquanto na compra física a qualidade do material é o ponto determinante.

  • TELECOM

    A influência da pandemia no mercado de telecomunicações não foi tão grande. Cerca de 80% dos entrevistados que trocaram de plano de celular ou internet fixa o fariam mesmo se não estivessem em quarentena; 43% das pessoas atribuíram a troca a condições e planos mais baratos em outra operadora. Apenas 30% justificaram “problemas de conexão” como fator decisivo.

    A qualidade da conexão também foi o principal ponto entre aqueles que não optaram por outra operadora. Em relação a quem continua com o mesmo plano, 30% precisaram relatar instabilidades ou quedas de conexão à empresa responsável e 63% trocariam de operadora se os valores fossem inferiores ao que pagam.

    Um ponto de destaque foi em relação a atendimento e suporte: 25% considerariam migrar para operadoras que se preocupam com os clientes.

    20%

    dos entrevistados só trocaram de operadora ou plano devido à pandemia

    41%

    dos entrevistados trocaram de operadora ou plano devido à pandemia porque estão passando mais tempo em casa

    50%

    do público que trocou de operadora devido a pandemia têm entre 25 e 34 anos

  • SAÚDE

    O setor da saúde foi um dos mais impactados pela quarentena. De acordo com o levantamento do NZN Intelligence, 78% das pessoas aumentaram os cuidados com saúde e higiene pessoal durante a pandemia e 85% devem manter os hábitos mesmo com o fim do isolamento. E 62% das pessoas afirmaram que estão gastando mais com itens de higiene pessoal, como álcool, sabonete e cremes.

    Há também aqueles que não mudaram a rotina de cuidados: 20% afirmaram que não fizeram qualquer alteração nos hábitos de higiene por não acharem necessário (40%) ou por acreditarem que não serão afetados pelo vírus (22%).

    Planos de Saúde

    Alguns dos entrevistados também aproveitaram o cenário atual para trocar de plano de saúde: 34% optaram por empresas com melhor atendimento ao cliente e 24% escolheram aquelas que ofereciam serviços melhores.

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